24.5.06


23 homens e nenhum segredo

Prosseguimos com a série que analisa os 23 convocados pelo Oliveira, digo, Parreira, para a Copa do Mundo. Hoje falaremos sobre o goleiro que só joga - e faz merda - em caso de hecatombe.

22. Julio César (Inter de Milão)
Melhor momento: Ter conseguido sair do Flamengo e do Chievo para ir à Internazionale
Pior momento: Todos, em especial ter sido o último jogador de futebol a pegar Suzanna Verner, aquela mesma que percorreu o gramado em todas as posições.
Ponto forte: Um grande nome e um grande queixo.
Ponto fraco: O maior goleiro carioca de todos os tempos é o Filiol. Ah, ele era argentino.

Júlio César, junto com Doni e a transferência para a Roma, é o exemplo de como um empresário (guardem o nome, é Josias Cardoso) pode ser esperto. Saído do Flamengo (abstenha o Flamengo de Zico e Nunes. Lembre do de Renato e Ramirez) ele foi parar no Chievo, recém-chegado à primeira divisão italiana. A maior glória deste clube: ter um uniforme parecido com o da Juventus de Turim. Já quase esquecido pela torcida brasileira, Julio conseguiu parar na Inter por obra e graça do empresário gênio, oriundo do comércio de garrafas de fumaça. Hoje, ele tem ligações estreitas com o filho do Múmia Jorge Lobo Zagallo. É, sem dúvida, um rapaz de muita sorte.


O Imperador @ 13:18.


Escalação


Eric joga imbuído seguindo as ordens do professor e espera sair com os 3 pontos. Torce pro único tricampeão das Américas e tem a mesma aversão ao Corinthians que o Cascão tem a água.


O Imperador Júlio César é corinthiano apostólico romano. Confessa que já teve uma camisa do Ezequiel e foto autografada pelo Viola. Craque mesmo, ele nunca viu de perto. Tem três pontes de safena e cinco marcapassos. Já desmentiu em 37 CPI's a suposta compra do Brasileirão de 2005 por Kia Joora alguma coisa. Argumento: "o cara tem nome de carro coreano, mano deputado!"


Marinita joga futebol e não é sapatão. Sabe correr, contrariando a teoria de Pedro. Mora em Belo Horizonte e torce fervorosamente pro Clube Atlético Mineiro. Não desiste nunca e, pelo visto, tem coração bem forte.


Pedro Bó é são paulino, apesar de mineiro, e deve ter escolhido essa vida única e exclusivamente pra atormentar a vida do Zé. Tem fé em Deus e em Diego Lugano de que será tricampeão mundial em dezembro.


Tiago vem dos pampas e é colorado desde guri. Não agüenta mais ser garfado pela arbitragem e se considera o campeão moral do Campeonato Brasileiro de 2005.


Zé Dend'água é um sujeito pequeno, besta e mineiro, não necessariamente nessa ordem. Cruzeirense desde pequeno, tem nas horas vagas o prazer de comemorar títulos e zoar são paulinos e atleticanos, novamente não necessariamente nessa ordem.


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